• Um mundo de cores e sensações

    Mais do que espetáculos visuais, as cores evocam os sentidos e têm o poder de despertar sensações. Por isso, não raro, são o centro de experimentações na arte, moda e decoração, atingindo atualmente outros patamares. 
    Relaxamento com cromoterapia 
    Neste ano, foi inaugurado um novo estúdio de ioga em Londres, o ChromaYoga e a proposta é justamente essa: dividir as aulas em cores, sons e aromas. Assim, quem participar de uma aula “Blue”, possivelmente, vai para casa sentindo-se mais concentrado e com os ciclos de sono regulados. Se a opção for por uma aula “Yellow”, a energia do participante aumenta e a “Red” melhora o humor. O estúdio propõe uma experiência intensa, imersiva e multissensorial. 
    Na arte 
    No mundo da arte, a história se repete: um dos pontapés iniciais para o advento do Rosa Milennial, em alta atualmente, foi quando a artista Pamela Rosenkranz levou o conceito do rosa líquido para o seu espaço na Bienal de Arte de Veneza, de 2015, no pavilhão suíço da mostra. 
    Cores na arquitetura e decor 
    Partindo para o campo da arquitetura e decoração, a escolha das cores para compor um ambiente sempre deve ser cuidadosamente estudada, porque cada tom, ao passar pela percepção, será transformado em uma sensação. O branco, por exemplo, é uma cor que transmite calma além de ter o poder de deixar um ambiente visualmente mais amplo. No design de interiores, o branco é a aposta para compor espaços bem iluminados e sofisticados. Já o azul transmite paz e serenidade, sendo indicado para espaços de repouso. Sua tonalidade mais clara denota sensação alegre, já a mais escura proporciona maior profundidade e amplitude. O violeta, além de estimular a criatividade, também é uma cor relacionada com a espiritualidade e equilíbrio, por isso, pode ser bem aproveitado em cômodos mais tranquilos, dedicados a atividades espirituais ou de meditação. Entre as sensações relacionadas à cor preta estão a sofisticação, luxo, poder e atemporalidade, portanto, um ambiente com essa tonalidade assume um ar de elegância e modernidade. 

    15 / 11 / 2017
    Leia Mais >
  • Mobiliário brasileiro: da necessidade à criação de obras de arte

    O mobiliário brasileiro tem se destacado no cenário internacional nos últimos anos. Provavelmente, graças ao caminho aberto pelos irmãos Campana na década de 90, que trouxeram um novo fôlego para o design moveleiro, que permanecia estático desde meados dos anos 50. 
    Breve histórico 
    Na década de 1910, as máquinas se proliferam no Brasil, as primeiras empresas moveleiras se estabelecem e a vinda de imigrantes europeus faz com que o estilo do design do velho continente seja importado. Durante a Primeira Guerra Mundial, as importações de produtos foram suspensas, o que forçou a fabricação nacional, inclusive de móveis. Nos anos 50, o design de móveis brasileiro começa a ganhar características próprias. Entre os nomes de destaque, Zanine Caldas, o “mestre da madeira”, conhecido por assinar peças que integravam modernidade com o tradicional artesanato nacional. Sérgio Rodrigues também marcou essa geração, com seus traços generosos e uso de madeira nativa. A mobília brasileira dos anos 50 e 60 foi considerada uma das melhores do mundo e até hoje é arrematada por valores exorbitantes em leilões de peças vintage.
    Design moveleiro pós anos 90 
    Fernando e Humberto Campana, um advogado e um arquiteto que redefiniram o design brasileiro, fazendo com que os móveis passassem a ser vistos como obras de arte. Começaram confeccionando pequenos objetos nos anos 80 e a paixão expandiu o trabalho, que incorporou o desenho industrial. Também faz parte da geração contemporânea de designers brasileiros o consagrado Jader Almeida. Premiado nacional e internacionalmente, Jader procura criar peças que permaneçam atemporais daqui a 50 anos. Como ele mesmo diz, seu objetivo é conceber móveis elegantes e “silenciosos”, ao invés de produtos gritantes que roubem toda a atenção. 
    Mobília brasileira no mundo 
    Hoje, o design de móveis brasileiro é um dos mais valorizados do mundo. Uma das provas disso é o fato de que uma das maiores galerias de design do planeta, a Nilufar, dedicou sua exposição na Design Week ao mobiliário daqui, no ano passado.Além disso, peças genuinamente brasileiras estão nos acervos mais importantes do mundo que contam a história da mobília. É o caso da Poltrona Favela, assinada pelos irmãos Campana e exposta no MoMA, em New York. 
    Referências: http://gizbrasil.com/design/nova-pele-do-design-brasileiro/https://pt.slideshare.net/TelmaMoura/historia-do-mobilirio-brasileiro-dcadas-10-20

    31 / 10 / 2017
    Leia Mais >
  • Moda x Arquitetura

    Podemos dizer que existe um forte diálogo entre todas as formas de arte, mas entre a arquitetura e a moda esta conexão é ainda maior. Ambas são criações voltadas a questões pessoais e culturais, que possuem uma grande intervenção criativa. 
    Na História
    Vestir e habitar sempre foram duas necessidades básicas do ser humano extremamente ligadas a estética. Estas duas palavras tem em comum uma característica de proteção contra frio e calor, e juntas se tornam a expressão de um discurso muito em alta: a famosa individualidade. Na década de 50, a famosa estilista, Coco Chanel, admitiu ao mundo que também buscava na arquitetura inspiração para suas criações. Assim como ela, outros estilistas, entre eles Yves Saint Laurent, usam vários princípios da Bauhaus em suas obras, evidenciados pelo uso de linhas retas e formas puras. 
    Dez anos mais tarde esta fusão entre a moda e a arquitetura fica ainda mais evidente, e um grande exemplo disto são as obras do famoso arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, inspiradas nas formas do corpo feminino. Já no final do século as mesmas tendências já são empregadas tanto na maneira de vestir quanto na forma de morar das pessoas. Chamado de lifestyle, as pessoas passam a absorver estas tendências no seu dia-a-dia e usufruem delas como uma expressão de suas personalidades. As tendências lançadas no mundo fashion são facilmente encontradas no mundo da arquitetura. 
    Na Atualidade
    Novidades lançadas em desfiles de grifes como Moschino, Armani, Versace e outras, acabam por refletir na decoração dos lares. Muitas destas marcas inclusive possuem as suas coleções também para casa, incluído mobiliários, luminárias, almofadas e etc. Empresas brasileiras também já aderiram ao sistema e nos últimos anos passaram a investir em linhas assinadas por estilistas renomados como Alexandre Herchcovitch, Amir Slama e Gloria Coelho. A moda e a arquitetura tem seus caminhos muito interligados. Em ambos os segmentos a busca incessante por inspirações e referências norteiam caminhos de constante transformação e renovação.

    10 / 10 / 2017
    Leia Mais >
Mais News